Ilustrações

ILUSTRAÇÃO

Quando o design moderno se encontrava ainda nos primeiros estágios, as ilustrações desenhadas constituíam elemento importante na estrutura da página impressa. A preocupação com a elegância que dominou boa parte do século xx, veio a representar numa nova concepção de esforços no estilo da ilustração.

A partir da década de 20, a ilustração passa a fazer parte do design da página, estabelecendo os princípios da narrativa ilustrada. As revistas americanas viviam inundadas de ficção ilustrada e começou uma era de ouro para os ilustradores. Nos anos 30 e com o rápido desenvolvimento da arte e da técnica fotográfica, o equilíbrio entre a fotografia e a ilustração alterou-se favorecendo a primeira.

Nos anos 60 já se havia tornado claro que a ilustração tomara novos rumos, com uma geração de artistas mais jovens desafiando a câmera com desenhos imaginativos – as vezes decorativos – e quebrando a concepção meramente representativa das imagens desenhadas. Na década de 70 a ilustração tomou muitas e diferentes direções.

Houve um nostálgico reavivamento de interesse pelos posters Art Nouvean e crescente reconhecimento de qualidades ocultas nos excessos do Art Decó, atitudes que passaram a influenciar a ilustração. As imagens “rústicas” que haviam surgido com o movimento Pop Art na época de 60 conduziram muitas vezes mais à crueza do que à realidade. Outro movimento dos anos 70 que repercutiu na ilustração foi o neo – realista, em que pinturas procuram obter e até exceder a textura e o brilho da fotografia. O surrealismo acabou por ser o grande credor dos temas subjetivos empregados pela ilustração. A afinidade natural entre o artista como ilustrador e o artista como designer tem estabelecido uma sólida ligação entre essas duas atividades, que afinal, provou ser mais forte do que a relação entre o designer e a fotografia.

O DESIGNER COMO ILUSTRADOR

Um dos desconcertantes efeitos colaterais do movimento artístico moderno foi a reavaliação da habilidade para o desenho na formação de artistas e designers. Observando o profundo conhecimento de desenho que mostram as obras de pintores como Picasso, Matisse  e Klee, as escolas de arte começaram a abandonar o desenho figurativo clássico em favor da “expressão livre” e da abstração.

Embora a habilidade de modernos ilustradores não possa comparar-se à desenvolvida nas academias de belas-artes, os bons profissionais da ilustração tem superado essa desvantagem com imaginação e idéias mais intelectualizadas. Esta mudança de ênfase do desempenho técnico para o pensamento criativo teve um efeito positivo sobre a ilustração, uma vez que a idéia, ou conceito, determina o estilo e o caráter da ilustração.

Não deve causar surpresa o fato de que o grupo com as maiores responsabilidades nessa mudança de direção da ilustração estivesse estreitamente identificado com o design da página impressa.  Milton Glaser e Seymour Chwast incluiam entre os seus serviços tanto o design quanto os trabalhos de arte final; Richard Hess, que combinava a meticulosa ilustração – as vezes de características surrealistas – com design; e Rom Carruthers, que oriundo da direção de arte, desenvolveu no desenho um estilo único, raro, baseado na direção.

Esses designers ilustradores compreenderam a necessidade de um conceito de simplicidade e unidade, tão essencial ao design da página impressa dos dias de hoje.  Com muita freqüência, faziam ilustrações com estreita ligação com o plano geral do design.

A ILUSTRAÇÃO GRÁFICA

A ilustração gráfica requer um grau incomum de conhecimentos gerais, um senso bem desenvolvido de lógica para os problemas de análise e altíssimo sentido de organização visual.  Uma vez que esses problemas se relacionam com os conceitos de tempo e espaço, é comum ter de recorrer à ilusão dimensional, inclusive à perspectiva e as projeções isométricas.

Esses trechos retirados do livro “Layout, o design da página impressa” de Allen Hurlburt exprimem de forma muito próxima o universo do ilustrador consciente do trabalho que faz.

ALGUNS TRABALHOS

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